Papel da mulher na sociedade brasileira
atual
A mulher conseguiu um papel muito
importante na sociedade, depois de muitas lutas e manifestações, elas
conseguiram o direito de votar; Que teve de lutar para chegar á onde
está. Cada vez, mais ocupando trabalhos que antigamente, segundo os homens, só
eles podiam ocupar pelo fato da força e alguns por machismo. Se hoje as
mulheres estão mais independentes é porque não ligam tanto para a força e sim
para a inteligência que faz com que ela passe a conquistar novas fronteiras,
novos horizontes. Hoje podemos ver que as coisas estão mudando, algumas pessoas
nunca chegaram a pensar que o Brasil poderia ter uma presidente, ainda mais
sendo mulher e superando todos os preconceitos e mostrando que mulher também
tem coração , que não foi feita para ficar só no fogão, lavando, passando,
cuidando da família que apesar de ser sensível pode chegar muito mais longe do
que todos pensam. Muitos homens podem até ficar com certo receio pelo fato das
mulheres exercerem cargos que só eles conseguiam, mas o mundo está mudando
como podemos perceber pelas eleições nas quais Marina Silva também teve
grande número de aprovação, não somente pelas mulheres, mas por muitos homens
que concordam com a evolução da mulher.
A Importância da Mulher na Sociedade
Enfrentando diversas discriminações e
adaptações em relação aos “afazeres puramente femininas”, como cuidar de casa e
da família, a mulher conseguiu superar suas dificuldades e ainda administrar
seu tempo a favor de suas atividades, para que as questões familiares não
entrem em conflito com questões profissionais e sociais. A mulher ainda é alvo
de grande discriminação por aqueles que ainda acreditam que “lugar de mulher é
no fogão” e por isso enfrenta o grande desafio de mostrar que apesar de frágil
é ainda forte, ousada e firme na tomada de decisões, quando necessário.
A mulher tem marcado as últimas décadas
mostrando que competência no trabalho também é um grande marco feminino. Apesar
de ser taxada como sexo frágil, a mulher tem se mostrado forte o bastante para
encarar os desafios propostos pelo mercado de trabalho com convicção e
disposição. A fragilidade da mulher, ou melhor, a sensibilidade da mulher, tem
grande colaboração nas influências humanas que se tenta propagar na atualidade,
pois, como se sabe, o mundo passa por transformações rápidas e desastrosas que
precisam de mudanças imediatas. A mulher consegue transmitir a importante e
dura tarefa de mudar hábitos com a clareza e a delicadeza necessária para
despertar o envolvimento de cada indivíduo e a importância da mudança de cada
um.
O avanço feminino frente à política e à
economia ainda mostra a força da mulher em perceber e apontar os problemas
tendo sempre boas formas de resolvê-los assim como os indivíduos do sexo
masculino, o que evidencia o erro de descriminar e diminuir o sexo feminino
privando-o a apenas poucas tarefas (domésticas).
A realidade do crescimento do espaço
feminino tem sido percebida pela participação da mulher em diferentes áreas da
sociedade que lhe conferem direitos sociais, políticos e econômicos, assim como
os indivíduos do sexo oposto.
Algumas considerações sobre a mulher na sociedade e na educação
- Renovação
do Sistema Educacional Brasileiro com ativa participação de Cecília
Meireles no movimento.
- Em 1934, Cecília Meireles
fundou a primeira Biblioteca Infantil do país.
- A Revolução da alfabetização,
obra de Emília Ferreiro, na qual houve a recusa das cartilhas, onde a
compreensão da função social da escrita deve ser estimulada com o uso de
textos de atualidade, livros, histórias, jornais, revistas.
- Os
programas que deram origem aos benefícios Bolsa Escola e Bolsa Alimentação,
embriões do Bolsa Família do governo Luiz Inácio Lula da Silva.
- Fundadora da organização
não-governamental (ONG) Comunitas, Ruth Cardoso desenvolveu programas na
Comunidade Solidária, o Alfabetização Solidária, Universidade Solidária, o
Comunidade Ativa e Capacitação Solidária.
- Um
país muçulmano governado por uma mulher, a ex-primeira-ministra Benazir Bhutto.
Entrevistas com duas pessoas na Área da Educação
1ª Entrevistada _Professora
Quantos anos exatamente você está nessa área?
R: 19 anos.
O que te motivou a escolher essa profissão?
R: A minha família, em especial a
minha irmã que deu início, porém gostei quando ainda inexperiente fiquei
trabalhando com crianças e hoje sou apaixonada por eles.
Você acredita ter feito a escolha certa?
R: Com certeza, não me vejo fazendo
outra coisa.
Na sua concepção, só a formação acadêmica é o bastante para você ajudar a construir
o futuro dos seus alunos?
R:Não. A formação acadêmica
contribui. O docente não pode se privar de estudar, deve manter-se atualizado,
através de graduação, pós-graduação, seminários, palestras, encontros
pedagógicos, enfim todos os cursos que venham contribuir para a nossa formação
pessoal e profissional.
Qual a importância do plano de aula e como você o desenvolve?
R: É um instrumento essencial para o
professor elaborar sua metodologia conforme o objetivo a ser alcançado. O
desenvolvimento se dá através de: Objetivos, conteúdo, procedimentos, recursos
e avaliação.
Qual foi a situação mais difícil que você já presenciou em sala de aula?
R: Indisciplina em excesso de um
aluno. Os pais foram chamados na escola, porém nada fizeram. A mãe por sua vez,
dava risadas referentes às atitudes do filho. Encaminhamos para psicólogos.
Cite o nome de um teórico que marcou na sua formação! Por quê?
R: Jean Piaget. Pois sempre abordou a
questão da construção do conhecimento da criança e isso ficou marcado.
Como vocês conseguem identificar uma criança, na qual está passando por problemas
Familiares? E como você acha que pode contribuir para que ela não seja prejudicada
no seu processo de aprendizagem?
R: O aluno com problema familiar pode
apresentar em sala de aula problemas de aprendizagem e até mesmo de
comportamento. Na questão do problema de aprendizagem, o melhor é encaminhar
para um profissional especializado, no caso uma psicopedagoga. No caso do
docente, detectar o problema desde o início para que possa ser resolvido logo.
Você já pensou em desistir da profissão? Por quê?
R: Não. Amo o que faço!
Quais os critérios usados nas atividades avaliativas dadas em sala de aula?
R: O professor deve conhecer seus
alunos, seus avanços e dificuldades, descobrir o que é preciso mudar para
garantir melhor desempenho.
Qual é a sensação de ver um aluno se formando?
R: É um orgulho. Sensação de dever
cumprido, por ter sido um desafio vencido.
O que você mudaria na educação brasileira?
R: Acho que precisa de melhorias como
um todo, entre ela, profissionais mais qualificados. Os profissionais precisam
deixar a acomodação de lado e partir para a prática.
Qual a mensagem que você deixa para as futuras pedagogas?
R: Sinta-se grande prazer e orgulho
em suas práticas pedagógicas, com o reconhecimento e sua importância na
sociedade. Siga em frente com uma vontade imensa de querer fazer a diferença,
de investir o que você tem de melhor para aquilo que você acredita e
escolheu.
2ª Entrevistada _Professora
Quantos anos exatamente você está nessa área?
R: 3 anos.
O que te
motivou a escolher essa profissão?
R: Eu escolhi a Pedagogia porque,
acredito na transformação da sociedade através da educação, e principalmente
por poder fazer parte desta transformação.
Você acredita
ter feito a escolha certa?
R: Sim, todos os dias eu
tenho certeza da minha escolha.
Na sua concepção, só a
formação acadêmica é o bastante para você ajudar a construir o futuro
dos seus alunos?
R:Não. A profissão de professor é muito árdua, mas quem
realmente quer fazer a diferença vai em busca de novas possibilidades de
incluir em sua prática novas metodologias, que irão contribuir no seu trabalho
e na qualidade do ensino, possibilitando transferir ao aluno conhecimentos e
vivencias que irão auxilia-los na vida em sociedade.
Qual a importância do
plano de aula e como você o desenvolve?
R: O planejamento de aula é de fundamental importância para que
se atinja êxito no processo de ensino-aprendizagem. Portanto, o planejamento das
aulas vem aliado à utilização das seguintes metodologias (filmes, mapas,
poesias, músicas, computador, jogos, aulas práticas, atividades dinâmicas,
etc.) tornando desta forma as aulas satisfatórias, tornando o conteúdo mais
agradável e de fácil compreensão.
Qual foi a situação mais difícil
que você já presenciou em sala de aula? E como você fez para solucionar o problema,
quais métodos foram usados?
R: A chegada das crianças pela primeira vez no
ambiente escolar, e a separação da sua família. No início confesso ter ficado
um pouco assustada, mas em seguida utilizei uma estratégia bem simples mas que
deu muito resultado: Demonstração de
afetividade, compreensão e flexibilidade com as crianças.
Cite o nome de um teórico que marcou na sua
formação! Por quê?
R: Sou
encantada com a pedagogia de Paulo Freire, uma educação dialógica que desperta
a consciência dos educandos, transformando-os em educandos críticos e agentes
transformadores de uma sociedade justa e humana.
Como você consegue identificar uma criança, na qual está passando por
problemas familiares? E como você acha que pode contribuir para que
ela não seja prejudicada no seu processo de aprendizagem?
R: Através do conhecimento do desenvolvimento
infantil, usando a sensibilidade para perceber quando a criança não está bem,
contribuindo e promovendo o bem estar desta criança e, se necessário, fazendo
encaminhamento para um especialista.
Você já pensou em desistir da profissão? Por
quê?
R: Nunca.
Quais os critérios usados nas atividades avaliativas dadas em sala de
aula?
R: O
nível de aprendizagem relacionado ao conhecimento; o interesse e a iniciativa
do aluno para as atividades proposta, produção individual e conjunta,
capacidade crítica das diversas áreas do conhecimento, promovendo uma avaliação
consciente vinculada à concepção de mundo.
Qual é a sensação de ver um aluno se formando?
R: Uma sensação de dever cumprido.
O que você mudaria na educação
brasileira?
R: O descaso com qual é tratada.
Qual a mensagem que você deixa para as futuras pedagogas?
R: “Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as
possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção”. Paulo Freire
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Análise sobre as entrevistas
Realizamos uma entrevista com duas
profissionais da área de pedagogia, uma delas com apenas três anos de
experiência e outra com mais de 20 anos.
Podemos perceber algumas semelhanças
entre as duas entrevistadas, mesmo possuindo experiências distintas. Uma das
mais interessantes foi à resposta da pergunta: “- Você acredita ter feito a
escolha certa?”, as duas responderam que SIM. Analisando as respostas mais a
fundo, percebemos que as pessoas que escolhe fazer pedagogia hoje em dia,
principalmente em nosso país que não da à valorização devida à profissão, não
escolhe por benefícios ou remunerações e sim porque desejam contribuir para
formação de novas pessoas, mostrarem aos alunos que eles realmente são à base
de um mundo melhor.
Outra questão muito interessante foi o
teórico que marcou em suas formações. Podemos perceber pelas escolhas dos
teóricos o que cada uma delas busca desenvolver e acredita como base na
educação. Uma escolheu Jean Piaget, que aborda a questão da construção do
conhecimento da criança. A outra escolheu Paulo Freire, pois desperta a
consciência dos educando, desta forma tornando-os mais críticos e agentes
transformadores de uma sociedade mais justa e humana.
A Pedagogia nos permite estas escolhas,
onde escolhemos um teórico para seguirmos, não ao pé da letra, mas tentar
adaptar suas teorias nos tempos de hoje e com os alunos de hoje, onde a
informação está muito mais presente e próximo do que antigamente.
Conforme as dificuldades que
encontramos na profissão, perguntamos se alguma delas já pensou em desistir, e
a resposta não poderia ser diferente: “NÃO!” Pois se respondesse que SIM, iriam
de encontro com as respostas anteriores.
Com todas as dificuldades encontradas
no cotidiano de ambas e a diferença de anos na pratica, depreendesse que o amor
pela profissão é maior do que as dificuldades encontradas. Pois com todas as
diferenças apresentadas, os pensamentos e interesses são os mesmos, Lutar para
contribuir para a construção de um mundo melhor.
Para finalizarmos, mensagens das
entrevistadas para as futuras pedagogas.
“Sinta-se grande prazer e orgulho em
suas práticas pedagógicas, com o reconhecimento e sua importância na sociedade.
Siga em frente com uma vontade
Imensa de querer fazer a diferença, de
investir o que você tem de melhor para aquilo que você acredita e escolheu.”
Pedagoga há 21 anos.
“Ensinar
não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria
produção ou a sua construção. Paulo Freire”– Pedagoga há três anos