A
escola não é um espaço neutro e o professor deve ser um intelectual
transformador, sendo assim, discutir quais são as dificuldades atuais para
implantação do trabalho participativo no cotidiano escolar.
Não há possibilidade de uma instituição escolar ser
caracterizada como neutra. Tanto na questão de hierarquia dos gestores
institucionais, como também a filosofia de ensino e tradição de métodos
pedagógicos ministrados por eles priorizando alguns valores éticos, morais e
religiosos e não somente conteúdos de ensino.
As possíveis dificuldades que o espaço escolar e os
educadores se deparam é a falta de comprometimento dos pais na educação básica
dos filhos, delegando essa tarefa à escola. É a falta de interação desses
cuidadores com as atividades de orientação da escola. Assim sendo falta de
comprometimento dos pais e da comunidade com as ações pedagógicas administradas
no ambiente escolar.
O professor transformador além de requisitado a
competência acadêmica deve possuir o perfil proativo, reflexivo, questionador,
compreendendo aspectos sociais, políticos, econômicos institucionais que
interferem no ensino e aprendizagem dos alunos com dificuldade na assimilação
da realidade acadêmica. Ser atento ao público alvo (comunidade) em que a escola
está inserida.
Esse profissional busca ser o mediador e facilitador no
processo de ensino e aprendizagem se utilizando de técnicas, métodos e
ferramentas didáticas com linguagem acessível e compreensível a cada fase do
desenvolvimento e realidade sociocultural. O grupo defende o ponto de vista de
que se devem fazer pequenas intervenções para melhorar a interação no ambiente
escolar.
Deve-se abrir espaço para a criança ser mais
participativa, explorando sua criatividade e seus potenciais latentes,
conscientizar as crianças, suas famílias e a comunidade em geral, de que é
primordial a interação junto com a escola.
Intensificar o contato da comunidade com a escola,
promovendo encontros, reuniões e feiras com projetos desenvolvidos por alunos é
um método que ajuda a aproximação e o interesse da sociedade e aumenta o
desempenho das crianças em geral. A relutância da comunidade em participar
dessas atividades deve-se a alienação do ensino, sem fundamentação e sem
objetivos. Ultrapassar essa barreira, que é a maior da gestão participativa,
requer empenho, dedicação e conhecimento metodológico pelo educador, porém essa
transformação é necessária e deve ser o objetivo de todos que almejam um futuro
mais humano e justo para as próximas gerações.
É importante que o professor obtenha maior flexibilidade,
criatividade e espontaneidade para desenvolver e trabalhar com os recursos e
demandas que emergem da problemática do dia-a-dia pela inclusão da diversidade
cultural dos alunos neste ambiente escolar.
Assim, como os autores Claudino Piletti, 1997 e Maria
Lúcia Arruda Aranha, 2013 acreditamos que a Educação é a base de uma sociedade
democrática e para isso devemos ser qualificados, ter boa formação pedagógica,
ética e política, partindo de valores que garantam a competência do educador.
No entanto, não basta apenas ser bem informado, é fundamental que se tenha
objetivo que venham de encontro com os interesses dos alunos e estar preparado
para os desafios.
Bibliografia:
http://filosofandonaeducacao.blogspot.com.br/2013/09/tema-escola-nao-e-um-espaco-neutro-e-o.html acesso em 28/09/2013
http://aprendendoefilosofandouniban.blogspot.com.br/2013/09/a-escola-nao-e-um-espaco-neutro-e-o.html acesso em 28/09/2013
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